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Ser mãe é padecer no paraíso

Cada dia que passa eu compreendo mais o sentido dessa velha frase.
Desde que descobrimos que estamos grávidas a gente já começa a colocar em prática esse dito popular.
O prazer de sentir um ser dentro no nosso ventre se contrapõe às dores nas costas, à bexiga solta, pés inchados, azia e outros percalços da gestação.
Depois vem a dor das contrações e/ou a dolorosa recuperação da cesárea. Mas de outro lado, temos nos braços aquele ser tão querido...
É nesse momento que a nossa vida vira de pernas para o ar. Mas também é aí que descobrimos o verdadeiro sentido da palavra AMOR.
A casa, o marido, o trabalho: tudo fica no segundo plano. Até nós mesmas ficamos para escanteio (é cabelo despenteado, unhas sem fazer, sobrancelha peluda etc). Tudo agora gira em torno do bebê.
Mas quem se importa com a louça suja na pia, ou a casa cheia de pó diante daqueles olhinhos curiosos nos observando enquanto mama?
Eles vão crescendo e a cada dia apredendo uma coisa nova. A essa altura, nós também já estamos mais experientes e conseguimos dar conta do recado a contento...
E chega o dia de voltarmos ao trabalho. Esse é o primeiro grande sofrimento para nós mães. Mesmo ficando apenas uma parte do dia longe deles, a saudade que dá chega a doer no peito
Quem não sofre ao vê-los doentinhos???
E o que dizer quando eles caem da cama, do berço ou do carrinho??? Nos sentimentos umas monstras, não nos perdoamos pela culpa de não ter cuidado direito...
Eu já padeci muito, mas tudo compensa a alegria de desfrutar o paraíso da maternidade.
O meu bebê está com 6 meses e está na creche há quase 1 mês.
Eu já me acostumei bem ao fato de ele estar na creche e ele tb já está bem adaptado. Mas hoje quando fui levá-lo, uma das educadoras perguntou se eu poderia ir lá a tarde para dar mamá para ele, pois ela notou que ele está sentindo muito a falta do mamá no peito, pq quando elas pegam ele no colo ele fica abrindo a boca na blusa delas, procurando... na hora meus olhos encheram de água... não sei descrever meu sentimento... se é culpa, ou peninha dele... assim que sai portão afora eu abri o bocão.... toda vez que eu me lembro dela falando aquilo para mim eu não consigo segurar as lágrimas... agora escrevendo to aqui me acabando de chorar... estou padecendo...

Fim da licença-maternidade

O Blog tá bem desatualizado. consegui contar como foi o segundo mês de vida do Fabrizio. Falta o 3º, o 4º e o 5º mês. Ele completou 5 meses hoje: 18/04/2012. Mas o assunto do post hoje é outro...
Hoje é o meu primeiro dia no trabalho. Cheguei pouco antes do meio-dia e tive que fazer uma lista dos afazeres mais urgentes. É muita coisa para colocar em dia. A vantagem é que a correria dará a impressão de que o dia passará mais rápido. Meu pequeno ficou com a minha irmã. Quando saí da casa dela ele tava tão entretido brincando com a minha sobrinha que nem deu bola para a minha saída. Certamente ele ficará muito bem, já que minha irmã é uma mãe maravilhosa e cuidará dele como se fosse filho dela. Já eu.... vim chorando o caminho todo (são quase 40km). Passei no serviço da minha mãe pegar a mini geladeira portátil que comprei para armazenar o leite materno que vou esgotar ao longo do dia (a vendedora deixou lá pq era mais perto do serviço dela). Sei que será difícil mas tenho que lembrar das palavras que escrevi no fórum do baby center:
 
"Eu volto a trabalhar na quarta-feira dia 18 e o Fabrizio vai ficar com a minha irmã. Eu tenho dois empregos. Num deles sou registrada e minhas férias terminam no dia 17. No outro eu sou autônoma e conitnuei fazendo o serviço em casa desde que o fabrizio tinha 1 semana. Enfim, eu pensei muito em não voltar para o emprego na faculdade, ficar só no outro que eu trabalho em casa. Mas eu teria de pedir a conta e não seria nada vantajoso (não teria direito de sacar FGTS, nem a seguro-desemprego). Além disso, eu amo o meu trabalho e são só dois dias na semana. Eu ando muito irritada ultimamente, porque não estou fazendo nada direito: não estou conseguindo dar conta da casa, do serviço (o autônomo), o do marido e do filho. Eu queria ter tempo de exercer todos os papéis de forma satisfatória. Por isso decidir: o fabrizio vai ficar com a minha irmã de abril até junho. Em julho a faculdade entra em férias e eu tb. Em agosto o Fabrizio vai para a creche. Eu vou poder trabalhar durante o dia, posso tirar um dia na semana para ficar em casa e fazer faxina. Não vou mais precisar virar a noite trabalhando para entregar algum serviço no outro dia cedo, vou pode até fazer uma academia. E quando eu pegar meu bebê na creche às 17h vou poder me dedicar exclusivamente a ele, até o ele dormir. Quando eu arquitetei tudo isso eu estava me sentindo uma monstra, uma egoísta, mas dae conversei com a minha irmã e ela me fez ver a situação de forma diferente. A frase dela foi: "não se sinta culpada, o que importa é a qualidade e não a quantidade de tempo que vc passa com o fabrizio". Ela me deu dois exemplos de mães que não trabalham, ficam com os filhos o dia todo mas acabam ficando sem paciência, muitas vezes surrando as crianças por bobeira, pq estão stressadas. Se alguém quiser ler o depoimento que ela escreveu sobre o seu retorno ao trabalho e a ida da minha sobrinha para a creche (aos 5 meses), clique no link: http://blogdamamaedanny.blogspot.com.br/2008/08/trabalhar-ou-ficar-em-casa.html.
Para quem quer um incentivo para voltar ao trabalho vale a pena ler. Um beijo a todas e força amigas..."

Espero que Deus me dê força nessa fase tão difícil de adaptação, tanto para mim quanto para o meu pequeno.