Eu continuo com a minha saga para fazer o Fabrizio dormir a noite toda...
Vou iniciar contando como o problema começou...
Quando fomos morar no nosso apartamento o Fabrizio estava com 20 dias (até então estávamos na casa da minha mãe até a liberação do apê). Nessa época não tinhamos sofá. Além disso, eu não comprei (por falta de R$) a tal da poltrona de amamentação. Em razão disso, quando o Fabrizio acordava de madrugada para mamar eu tinha duas opções: sentar na cadeira, no puff ou na cama do casal. Até recorri ao puff nos primeiros dias, mas isso acabou com as minhas costas. Então optei por amamentar na cama, sentada. Na medida em que os dias foram passando e a exaustão chegando, passei a amamentá-lo deitada. Tinha noite que ele dormia com o peito na boca e eu acordava umas 2 horas depois com o peito de fora e o lençol todo molhado de leite. E foi assim que ele "se mudou" para o nosso quarto, mais especificamente para a "cama do casal", já que o quarto não comporta o berço. Eu dormia muito mal, em cima de um dos braços. No dia seguinte acordava toda dolorida. Não demorou para chegarmos à conclusão de que a cama não acomodava nós três de forma confortável. Então eu inverti o jogo: me mudei para o quarto do meu filho. Por favor não me xinguem, já basta o ódio que eu tenho de mim mesma... Ele até dormia no quarto sozinho, mas na primeira acordada eu saia da minha cama e dormia com ele no colchão no chão do quartinho. Ou seja, seis por meia dúzia.
Meu outro erro foi amamentar em livre demanda. Ás vezes nem era fome o motivo do choro, mas era só dar uma reinadinha que lá ia o peito pra boca. Resultado: não pegou chupeta e passou a "chupetar" o peito.
Se arrependimento matasse...
Com 5 meses e meio o Fabrizio foi para a creche. Eu achei que ele iria sofrer muito por conta dos vícios. Mas me surpreendi. Ele come de tudo na creche (menos a mamadeira) e dorme nas sonecas com horários pré-fixados pela creche. Mas em casa não houve melhora: continuou querendo peito quando está com sono e acordando várias vezes durante a noite.
Eu comprei o livro Nana Nenê, do Gary Ezzo e Robert Buckmann, e li inteirinho. As dicas ali contidas são ótimas, mas para quando se está grávida ou com um bebê recém-nascido. Acho muito complicado de aplicar a técnica em bebês já cheio de "vícios".
Nem preciso dizer que hoje, 9 meses depois do nascimento do meu filho, eu estou um bagaço da laranja.
Ja tentei de tudo. Uma noite fiz um verdadeiro ritual: amamentei, dei banho com chá de camomila, dei chá de erva doce após o banho e coloquei para dormir. Acordou várias vezes a noite.
Segunda-feira eu assisti um vídeo no you tube. É um programa chamado "doces sonhos". A pediatra acompanhou uma família com dois filhos. A caçula, com 6 meses, dormia no quarto do casal e acordava diversas vezes a noite. Ela concluiu que, como a bebê jantava na escolinha às 15:30, ela sentia fome durante a noite. Assim, recomendou que a mãe desse o jantar às 19:30.
Na segunda-feira mesmo decidi tentar novas estratégias. Passei a dar uma segunda janta às 19:30. Banho às 20:30. Mamá (peito) às 21:00 e dae ele adormece no peito. Calma, sei que ainda está errado mas tem que ser uma coisa de cada vez. Coloco no berço desmontável (no quarto dele). Lá pela meia-noite ele acorda e dou o peito e ele dorme de novo (tb está errado). Coloco novamente no berço e vou dormir na minha cama. Dae ele acorda às 2h e então eu me mudo para o quarto dele (tb errado) e durmo com ele no colchão no chão, mas não dou o peito. Faz 3 noites que estou fazendo isso. O meu objetivo é, primeiro, fazer com que ele pare de mamar durante a madrugada. Fome eu tenho certeza que não é, já que agora ele janta às 19:30.
Ele chora bastante, mas aquele choro meio preguiçoso, mais um resmungo do que choro. Dae fica se empuleirando em cima de mim, fica puxando o meu pijama. Me corta o coração.... mas eu preciso ser forte.
Depois de 3 noites nesse ritmo, eu fui promovida de bagaço da laranja a zumbi moor....
Para ser bem sincera, não sei se terei sucesso, já que tá tudo errado desde o começo, mas preciso tentar para o bem do meu filho, do meu casamento e, principalmente, da minha sanidade mental e física.
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Ser mãe é padecer no paraíso
Cada dia que passa eu compreendo mais o sentido dessa velha frase.
Desde que descobrimos que estamos grávidas a gente já começa a colocar em prática esse dito popular.
O prazer de sentir um ser dentro no nosso ventre se contrapõe às dores nas costas, à bexiga solta, pés inchados, azia e outros percalços da gestação.
Depois vem a dor das contrações e/ou a dolorosa recuperação da cesárea. Mas de outro lado, temos nos braços aquele ser tão querido...
É nesse momento que a nossa vida vira de pernas para o ar. Mas também é aí que descobrimos o verdadeiro sentido da palavra AMOR.
A casa, o marido, o trabalho: tudo fica no segundo plano. Até nós mesmas ficamos para escanteio (é cabelo despenteado, unhas sem fazer, sobrancelha peluda etc). Tudo agora gira em torno do bebê.
Mas quem se importa com a louça suja na pia, ou a casa cheia de pó diante daqueles olhinhos curiosos nos observando enquanto mama?
Eles vão crescendo e a cada dia apredendo uma coisa nova. A essa altura, nós também já estamos mais experientes e conseguimos dar conta do recado a contento...
E chega o dia de voltarmos ao trabalho. Esse é o primeiro grande sofrimento para nós mães. Mesmo ficando apenas uma parte do dia longe deles, a saudade que dá chega a doer no peito
Quem não sofre ao vê-los doentinhos???
E o que dizer quando eles caem da cama, do berço ou do carrinho??? Nos sentimentos umas monstras, não nos perdoamos pela culpa de não ter cuidado direito...
Eu já padeci muito, mas tudo compensa a alegria de desfrutar o paraíso da maternidade.
O meu bebê está com 6 meses e está na creche há quase 1 mês. Eu já me acostumei bem ao fato de ele estar na creche e ele tb já está bem adaptado. Mas hoje quando fui levá-lo, uma das educadoras perguntou se eu poderia ir lá a tarde para dar mamá para ele, pois ela notou que ele está sentindo muito a falta do mamá no peito, pq quando elas pegam ele no colo ele fica abrindo a boca na blusa delas, procurando... na hora meus olhos encheram de água... não sei descrever meu sentimento... se é culpa, ou peninha dele... assim que sai portão afora eu abri o bocão.... toda vez que eu me lembro dela falando aquilo para mim eu não consigo segurar as lágrimas... agora escrevendo to aqui me acabando de chorar... estou padecendo...
Desde que descobrimos que estamos grávidas a gente já começa a colocar em prática esse dito popular.
O prazer de sentir um ser dentro no nosso ventre se contrapõe às dores nas costas, à bexiga solta, pés inchados, azia e outros percalços da gestação.
Depois vem a dor das contrações e/ou a dolorosa recuperação da cesárea. Mas de outro lado, temos nos braços aquele ser tão querido...
É nesse momento que a nossa vida vira de pernas para o ar. Mas também é aí que descobrimos o verdadeiro sentido da palavra AMOR.
A casa, o marido, o trabalho: tudo fica no segundo plano. Até nós mesmas ficamos para escanteio (é cabelo despenteado, unhas sem fazer, sobrancelha peluda etc). Tudo agora gira em torno do bebê.
Mas quem se importa com a louça suja na pia, ou a casa cheia de pó diante daqueles olhinhos curiosos nos observando enquanto mama?
Eles vão crescendo e a cada dia apredendo uma coisa nova. A essa altura, nós também já estamos mais experientes e conseguimos dar conta do recado a contento...
E chega o dia de voltarmos ao trabalho. Esse é o primeiro grande sofrimento para nós mães. Mesmo ficando apenas uma parte do dia longe deles, a saudade que dá chega a doer no peito
Quem não sofre ao vê-los doentinhos???
E o que dizer quando eles caem da cama, do berço ou do carrinho??? Nos sentimentos umas monstras, não nos perdoamos pela culpa de não ter cuidado direito...
Eu já padeci muito, mas tudo compensa a alegria de desfrutar o paraíso da maternidade.
O meu bebê está com 6 meses e está na creche há quase 1 mês. Eu já me acostumei bem ao fato de ele estar na creche e ele tb já está bem adaptado. Mas hoje quando fui levá-lo, uma das educadoras perguntou se eu poderia ir lá a tarde para dar mamá para ele, pois ela notou que ele está sentindo muito a falta do mamá no peito, pq quando elas pegam ele no colo ele fica abrindo a boca na blusa delas, procurando... na hora meus olhos encheram de água... não sei descrever meu sentimento... se é culpa, ou peninha dele... assim que sai portão afora eu abri o bocão.... toda vez que eu me lembro dela falando aquilo para mim eu não consigo segurar as lágrimas... agora escrevendo to aqui me acabando de chorar... estou padecendo...
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