Fim da licença-maternidade

O Blog tá bem desatualizado. consegui contar como foi o segundo mês de vida do Fabrizio. Falta o 3º, o 4º e o 5º mês. Ele completou 5 meses hoje: 18/04/2012. Mas o assunto do post hoje é outro...
Hoje é o meu primeiro dia no trabalho. Cheguei pouco antes do meio-dia e tive que fazer uma lista dos afazeres mais urgentes. É muita coisa para colocar em dia. A vantagem é que a correria dará a impressão de que o dia passará mais rápido. Meu pequeno ficou com a minha irmã. Quando saí da casa dela ele tava tão entretido brincando com a minha sobrinha que nem deu bola para a minha saída. Certamente ele ficará muito bem, já que minha irmã é uma mãe maravilhosa e cuidará dele como se fosse filho dela. Já eu.... vim chorando o caminho todo (são quase 40km). Passei no serviço da minha mãe pegar a mini geladeira portátil que comprei para armazenar o leite materno que vou esgotar ao longo do dia (a vendedora deixou lá pq era mais perto do serviço dela). Sei que será difícil mas tenho que lembrar das palavras que escrevi no fórum do baby center:
 
"Eu volto a trabalhar na quarta-feira dia 18 e o Fabrizio vai ficar com a minha irmã. Eu tenho dois empregos. Num deles sou registrada e minhas férias terminam no dia 17. No outro eu sou autônoma e conitnuei fazendo o serviço em casa desde que o fabrizio tinha 1 semana. Enfim, eu pensei muito em não voltar para o emprego na faculdade, ficar só no outro que eu trabalho em casa. Mas eu teria de pedir a conta e não seria nada vantajoso (não teria direito de sacar FGTS, nem a seguro-desemprego). Além disso, eu amo o meu trabalho e são só dois dias na semana. Eu ando muito irritada ultimamente, porque não estou fazendo nada direito: não estou conseguindo dar conta da casa, do serviço (o autônomo), o do marido e do filho. Eu queria ter tempo de exercer todos os papéis de forma satisfatória. Por isso decidir: o fabrizio vai ficar com a minha irmã de abril até junho. Em julho a faculdade entra em férias e eu tb. Em agosto o Fabrizio vai para a creche. Eu vou poder trabalhar durante o dia, posso tirar um dia na semana para ficar em casa e fazer faxina. Não vou mais precisar virar a noite trabalhando para entregar algum serviço no outro dia cedo, vou pode até fazer uma academia. E quando eu pegar meu bebê na creche às 17h vou poder me dedicar exclusivamente a ele, até o ele dormir. Quando eu arquitetei tudo isso eu estava me sentindo uma monstra, uma egoísta, mas dae conversei com a minha irmã e ela me fez ver a situação de forma diferente. A frase dela foi: "não se sinta culpada, o que importa é a qualidade e não a quantidade de tempo que vc passa com o fabrizio". Ela me deu dois exemplos de mães que não trabalham, ficam com os filhos o dia todo mas acabam ficando sem paciência, muitas vezes surrando as crianças por bobeira, pq estão stressadas. Se alguém quiser ler o depoimento que ela escreveu sobre o seu retorno ao trabalho e a ida da minha sobrinha para a creche (aos 5 meses), clique no link: http://blogdamamaedanny.blogspot.com.br/2008/08/trabalhar-ou-ficar-em-casa.html.
Para quem quer um incentivo para voltar ao trabalho vale a pena ler. Um beijo a todas e força amigas..."

Espero que Deus me dê força nessa fase tão difícil de adaptação, tanto para mim quanto para o meu pequeno.

O segundo mês - 18/12/2011 a 17/01/2012

Como passou rápido. Num piscar de olhos o Fabrizio já tinha completado um mês. Pouco antes de o Fabrizio completar um mês nós fomos para o apê. Para mim foi muito difícil, pois na casa da minha mãe eu tive ela nos primeiros 15 dias e a Danny nos outros 10. Por isso, o segundo mês foi ainda mais difícil do que o primeiro. Eu simplesmente não conseguia conciliar os afazeres domésticos com os cuidados com o bebê, dar atenção para o marido e trabalhar em casa (o dimdim tava curto). Eu fiquei muito estressada e irritada, pq eu não conseguia dar conta de tudo a contento. Quando o Fabrizio dormia durante o dia (sonos de meia hora no máximo), eu tinha que escolher: ou lavava a louça, ou lavava a roupa, ou varria a casa, ou fazia comida, ou fazia meu serviço ou descansava para aguentar o batidão de quando ele acordasse. Descansar era o último item na minha lista de prioridades, e com isso eu comecei a ficar muito cansada, e mais irritada e mais estressada. Gente, não é fácil!!! Só o que compensa é vc ver a evolução desses anjinhos que fazem a gente pensar: tudo vale a pena.
Mas vamos por parte. No dia 19/12, um dia após o Fabrizio completar 1 mês eu levei ele para tomar a vacina BCG e a 2ª dose da vacina contra hepatite. A enfermeira do posto não quis dar as duas e deu só a BCG (mandou eu voltar em 15 dias para dar a outra). A tarde levei ele na pediatra para a consulta mensal. O Fabrizio estava com 4,110Kg e 54 cm. Uau, engordou em média 45gr por dia (a média é de 15 a 30 gr/dia. A Dra. Marlis me elogiou e me disse que eu sou tipo uma “holandesa”. Eu nunca fiquei tão feliz por ser comparada a uma vaca, hehehe. A Dra. Marlis ficou tiririca da vida por não terem dado as duas vacinas no mesmo dia e me mandou voltar ao posto no dia seguinte e exigir a vacina da hepatite. Por fim, ela receitou o Ad-til, que ada mais é do que vitamina A e D.
Dia 24/12, véspera de Natal, fomos passar a ceia na casa da minha mãe. Foi o primeiro Natal do Fabrizio.
No dia 28/12 fomos para a praia. Ficamos num apê com outros dois casais com seus respectivos bebês. Cleber + Fernanda = Manu (3 meses e meio); Diego + Michele = Beatriz (8 meses e meio); André + Andressa = Fabrizio (40 dias). Imaginem só uma casa com 3 bebês. Mas foi super susse, tirando a choradeira das crianças, hauhauhauha.
Lá na praia eu dei banho no Fabrizio na piscininha da Manu. Não levei a banheira, pois ia ocupar muito espaço no carro. Quando voltei para Curitiba minha primeira providência foi providenciar uma piscininha, e desde então o Fabrizio só toma banho nela.
Nesse segundo mês o fabrizio continuava a mamar de duas em duas horas. Como minha casa não tinha sofá (improvisamos um há pouco mais de uma semana), quando ele acordava para mamar de madrugada, tinha que pegá-lo no quartinho e leva-lo para minha cama. Eu dava mama sentada, mas de tão cansada me flagrei várias vezes cochilando enquanto ele mamava. Depois levava ele de novo para o berço. Repetia isso as 00:00, 02:00, 04:00, 06:00 e 08:00. Eu estava no limite das minhas energias.
Então eu comecei a amamentá-lo deitada. Ele acabou acostumando a dormir pendurado no peito. Mas eu também dormia enquanto ele mamava, acordava as vezes 2 horas depois com o peito de fora e ele resmungando para mamar de novo. Com isso eu comecei a dormir mais e ficar mais disposta durante o dia. Lentamente eu começava a me adaptar com tanta novidade...


Michele, Bia, Fabrizio e eu

eu já magérrima

Com a roupinha que a vó Cida deu no Natal




O 1º mês - 18/11/2011 a 17/12/2011


Continuando os relatos desde o nascimento do Fabrizio agora vou contar como foi o primeiro mês de vida dele.
Recebi alta no dia 20/11, domingo e da maternidade fomos direto para a casa da minha mãe. Como minha cozinha não tinha sido montada pelo marceneiro, eu e o André decidimos que seria melhor ficar na minha mãe por enquanto. Passamos na farmácia e compramos os remédios para dor e infecção. A minha tosse tava feia, e a médica me receitou um xarope também. A Danny tinha montado o bercinho portátil e deixado o quarto bem arrumadinho par anos receber.
Minha mãe pegou 15 dias de férias para me ajudar com o Fabrizio. Ela foi uma benção na minha vida. Ela me ajudou a tomar banho nos 2 dias em que eu estava internada e isso continuou por mais 3 dias em casa. Só no sexto dia é que consegui esfregar meus pés sozinha. Cesárea é ruim por isso, a gente não consegue ter a mobilidade de quem fez parto normal. Ela fazia comida fresquinha todos os dias, fazia canjica e outras iguarias que, segundo a crença popular, faziam o leite descer mais rápido e abundante. Meu leite desceu já na segunda-feira, e o Fabrizio mamava igual a um bezerro. Nos primeiros dias meu peito empedrava, mas logo meu organismo já se adaptou a produzir apenas o necessário para ele. Meu bico não rachou. Aliás, quanto à amamentação nunca tive do que reclamar, foi super tranquilo, e sem falar que é um momento único e íntimo entre mãe e filho. Amamentar é maravilhoso.
No dia 23, cinco dias depois do parto, tive que ir no apê buscar roupas para mi e para o Fabrizio. Na volta passamos na casa da minha tia. Imagine: eu recém operada e batendo perna. Detalhe: eu voltei dirigindo, já que a minha mãe não se acertou muito com o meu carro. No mesmo dia, a tarde, fomos na farmácia. Eu já estava me sentindo muito bem.
No dia 25/11, uma semana depois do parto eu tive retorno na obstetra. Ela olhou a cicatriz da cesárea e me receitou uma pomada para passar sobre ela para ajudar na cicatrização. Na volta passamos no cartório para registrar o pimpolho. Seu nome completo ficou: Fabrizio Milani.
Na terça-feira, dia 29/11 o Fabrizio teve a sua primeira consulta na pediatra, Dra. Marlis. Ela é a pediatra da minha sobrinha Nathalia desde bebezinha e é super de confiança. Cheguei a mudar de plano de saúde para tê-la como médica do Fabrizio, já que ela não atende pela Amil.





A consulta durou 1h e meia, isso mesmo. Ela é muuuuuuuuuito detalhista. Tirei várias dúvidas com ela, entre elas o fato de o umbigo ainda não ter caído. O Fabrizio estava com 3,340Kg e 50cm (ele nasceu com 3,420Kg e 49cm, e saiu do hospital com 3,100Kg). Ela pediu que eu retornasse na semana seguinte para calcular o ganho de peso dele.
O umbigo só foi cair no 14º dia de vida. Até então eu tinha medo de dar banho no pequeno. O André deu banho ainda com o umbigo. No dia em que eu resolvi encarar a missão o umbigo caiu quando tiramos a roupa dele, que bom.
A minha mãe voltou para o trabalho dela no dia 03/12/2011. O marceneiro ainda não tinha terminado de montar a cozinha e fomos obrigados a ficar mais uns dias na casa da minha mãe.
Voltamos na pediatra no dia 08/12/2011 e o Fabrizio, com 20 dias de vida, já estava com 3,610kg e 51,5cm, ou seja, engordou, em média, 33,7 gramas por dia, sendo que o normal é de 15 a 30 gramas por dia. Fiquei super feliz. A Dra. Marlis pediu que eu voltasse no dia 18/12/2011, quando ele faria aniversário, e assim seria em todos os meses até um ano de idade.
No dia 09/12 minha mãe foi no apê ajudar a limpar a cozinha e guardar as louças. Tadinha, ela praticamente fez tudo sozinha. E então, nós nos instalamos definitivamente no apê. Minha mãe pediu para eu levar as nossas roupas num dia em que ela não estivesse em casa, pq ia sofrer muito com a separação (de novo).



Eu fui na segunda-feira seguinte, quando tava todo mundo no trabalho. Na medida em que eu ia fazendo as malas comecei a chorar desesperadamente. Era o corte definitivo do cordão umbilical. Eu estava indo para a minha nova vida, e já com uma responsabilidade maior nos braços. Estava feliz porque enfim ia começar a minha família, no nosso lar... mas ao mesmo tempo é difícil a dor da separação dos nossos entes queridos...
Eu escrevi uma carta para a minha mãe e outra para a Danny. Elas ficaram meio borradas por causa das lágrimas. Eu agradeci por tudo o que elas fizeram pos nós 3 (eu, André e fabrizio). Quando a Danny chegou do serviço e leu a carta ela me ligou em prantos, hauhauah.
Em 20 dias minha eu já tinha desinchado completamente e já estava om meu peso de antes de engravidar. Mas a barriguinha ainda estava um pouquinho saliente, e por isso eu continuei firme com a cinta modeladora.
No dia 17/12, um dia antes de completar um mês, nós fizemos a revelação do amigo secreto da galera e o Fabrizio já participou.

Relato do parto - parte II

Voltei depois de 2 meses para terminar de contar sobre meu parto. Só quem já é mãe sabe o quanto nosso tempo fica escasso diante de um recém-nascido.
Então, no relato passado eu contei até o momento em que eles tiraram o Fabrizio da minha barriga e nos mostraram.
Depois disso levaram o meu pequeno para os cuidados iniciais. O André acompanhou tudo. Mediram, pesaram, aspiraram o nariz etc. Ele nasceu com 3,420Kg e 49cm, grandão o rapaz. Sua nota no Apgar foi 8, e depois de 5 min. 9.









Enquanto isso... eu era costurada na sala de parto. Em seguida fui levada para uma sala de recuperação. Eu tremia mais que uma vara verde. Não estava sentindo frio, mas meus dentes batiam sem parar. Fiquei nessa sala por cerca de 1 hora e só então fui levada para o quarto. Quando as enfermeiras passaram comigo no corredor, minha família cercou a maca. Estavam lá: minha mãe, minhas irmãs Danny e Rafa, a Nathalia, o André e os pais dele.
Só então trouxeram meu pequeno para os meus braços. Ele estava lindo, limpinho e com o macacãozinho que a vovó Marilda deu. Mas o que mais me chamou a atenção foi o penteado a la Neymar, hauahuha, foi ideia do André que usou sabonete e água.
As enfermeiras me mudaram de maca e já colocaram o Fabrizio para a primeira mamada. Nessa hora só foi permitida a permanência do papai no quarto. E o bichinho sugava com força, nem parecia um recém-nascido. Depois disso eles deixaram que os parentes entrassem no quarto. O povo ficou por lá até umas 22 horas e depois foram embora, até o André, já que concordamos que minha mãe é que ficaria de acompanhante para me ajudar com o bebê. De repente eu me lembrei que estava com um tosse daquelas. O efeito da anestesia tinha passado e a tosse, que eu já tinha até esquecido, voltou. Ai que sofrimento, eu me esforçava ao máximo para não tossir, mas as vezes não dava. Quando eu tossia parecia que os pontos iam estourar. Sem falar a dor...
O Fabrizio foi um anjinho, não chorava para nada, até para mamar ele apenas resmungava, mas isso acontecei de 2 em 2 horas, ritmo que ele mantém até hoje, com 2 meses.
Eu estava azul de fome, minha única refeição do dia foi um pão com café com leite às 8 e pouco da manhã. A minha médica liberou líquido para mim a partir das 23 horas: meio copinho daqueles de cafezinho com água ou com suco de laranja a cada 20 minutos. Ou seja, dava uns 20 ml só e era a cada 20 minutos. Ai que raiva. Duas e meia da madrugada a enfermeira veio me acordar para tomar banho. Eu estava meio fraca por conta da fome e da perda de sangue, mas o banho foi um alívio. Em seguida veio um lanchinho, bem “inho” mesmo: 1 xícara de chá com 2 bolachas de leite e 2 biscoitos água&sal. Não fez nem cócegas no meu estômago faminto.

Dando mama logo após o meu banho: 19/11/2011, 02:35

Mais mama, às 06:55




Só no café da manhã no dia seguinte é que a refeição veio arregrada, com pão, bolacha e leite.
Assim que serviram o café, ligaram no quarto mandando a gente levar o bebê para o banho. Como eu queria participar do 2º banho, já que o 1º foi privilégio só do papai, deixei o café da manhã para traz e fui com a minha mãe na sala do banho.




Depois que eu tomei café, tomei banho de novo e minha mãe fez a maior produção em mim, segundo ela, era para eu receber o pai da criança bem bonitona, huahauha, ela fez escova no meu cabelo e me emprestou as maquiagens dela para eu me pintar.
Não recebi muitas visitas no hospital, apenas a família e minhas amigas forever Patricia e Marlize.
Deixamos o hospital no domingo às 19h, logo após o teste do pesinho. Eu não via a hora de ir para casa. Como o marceneiro ainda não tinha ido instalar nossa cozinha, eu e o André achamos melhor passar uns dias na casa da minha mãe. E foi para lá que nós fomos.
Depois conto o resto... prometo que não será daqui a 2 meses, ahuahauha.







Relato do parto - parte I

Meninas,
Voltei para contar sobre o dia mais importante da minha vida: 18/11/2011.
Mas antes vou falar dos dias que antecederam...
No dia 15/11 (terça-feira), feriado, o André invocou que queria ir definitivamente para o apartamento. O quartinho do Fabrizio já estava todo pronto; no nosso quarto já tinha o guarda-roupas montado (que era do André antes de casar) e um colchão no chão; na sala tinha um tapete, dois pufs, e um rack (que tb era do André); na copa tinha uma mesa pequenininha com duas cadeiras; e na cozinha tinha geladeira, pia, e o cooktop, mas sem a mangueira do gás. Ou seja, estava faltando muitas coisas para garantir uma vida confortável...
Mesmo assim, a gente pegou a nossa TV, colocamos umas roupas numa mala e nos mandamos. A minha mãe tinha ido na igreja, mas a Danny, minha irmã, chorou feito uma condenada e me fez chorar também... era o início do corte do cordão umbilical...
No dia seguinte, quarta-feira, eu corri atrás da mangueira do gás, busquei algumas louças e panelas (presentes do casório) que estavam na loja do meu sogro, e a noite até fiz uma jantinha.
Pela primeira vez eu me senti casada de verdade e descobri que a melhor decisão que a gente tomou foi de ir para a nossa casa começar a nossa vida. Foi muito bom...
Na quinta-feira, dia 17, como o Fabrizio não dava sinais de que queria nascer decidi ir trabalhar na Faculdade, já que a Professora que me substituiu se deu conta da bomba que entregaram na mão dela (sou coordenadora de TCC e dia 16 encerrou o prazo de entrega das monografias). Trabalhamos juntas o dia todo e conseguimos dar conta de tudo. Às 17hs eu fui embora. Meu médico já havia me proibido de dirigir... mas como ir trabalhar de ônibus se a faculdade fica a 38km da minha casa???
Fui direto para o ap. O André chegou, tomamos café e fomos numa fábrica de sofás de um amigo dele que, coincidentemente, ficava na rua da casa da minha mãe.
Por fim, passamos na casa da mãe e pegamos TODAS as nossas roupas. Na medida em que eu ia colocando as coisas nas sacolas não conseguia conter as lágrimas. Não era tristeza. Não sei explicar. Era como sentir saudades por antecipação. Quem já casou sabe do que estou falando. Como diz minha amiga Patrícia, a gente torce para nunca mais voltar, porque se voltar é porque o relacionamento não deu certo. Fui na casa da minha vozinha me despedir, e novamente foi aquela choradeira, tadinha da minha véinha, eu sou o xodó dela e o choro dela me emocionou muito...
A minha mãe foi com a gente para o apartamento para me ajudar a arrumar as roupas no armário, já que eu não estava mais aguentando fazer nada... meus pés estavam enormes de inchados e eu não tinha mais tornozelo...
A mãe foi embora às 23:30. Eu tinha que entregar um serviço no emprego nº 1 na manhã de sexta-feira. Assim, trabalhei até a 1h da madrugada. Não aguentava mais de cansaço e decidi dormir e acordar às 6h para terminar o serviço. Por volta das 3h senti minha primeira contração. Era uma cólica mentrual. Não dei muita bola porque já tinha tido cólica uns dias antes. Mas como ela ia e vinha comecei a desconfiar que era o início do meu trabalho de parto. Entre uma cólica e outra eu dormia de babar... Não aguentei levantar às 6h quando meu celular despertou. Dae pensei: que se dane o serviço, tenho coisas mais importantes para pensar agora. Levantei às 8:30 e tomei um cafezão. O André ainda tava dormindo. Voltei para a cama, quer dizer para o colchão, e falei para ele: "amor, começou". Ele de olhos fechado perguntou: "começou o que?". Dae eu respondi: "o meu trabalho de parto". Ele arregalou um zoião e falou: "Sério? E agora ??". Eu eu finalizei: "Agora a gente espera. Não adianta desespero nessas horas". E dormimos mais um pouco...
Lá pelas 9h eu liguei para a Dra. Fernanda, que substituiria meu médico no parto (ele viajou, que azar), e ela falou que eu deveria ir para o hospital para saber se era trabalho de parto ou um alarme falso. Como eu não estava afim de perder a viagem achei melhor esperar mais tempo em casa.
Lá pelas 12hs eu tomei um banho bem quentinho e me aprontei para ir para o hospital. Achei melhor não comer mais nada, para o caso de eu ter de fazer cesárea por alguma razão (sábia decisão a minha).
Chegamos ao hospital por volta das 14h.
O médico me examinou, fez toque e disse que eu estava com 3cm de dilatação. A minha pressão, que durante todo o pré-natal era 10X6, estava um pouco alta, 13X9. O médico determinou a minha internação imediata e dali eu já vesti a camisola, touca e sapatinhos do hospital e fui encaminhada para a sala de pré-parto. Para dar uma forcinha para a natureza eu fiquei andando pelos corredores. Quando vinha a contração eu me abaixava de cócoras. As dores ficavam cada vez mais fortes e demoradas. Umas 17h o médico voltou a fazer toque e me recomendou um banho. Eu achei que era para apurar a dilatação, mas na verdade era para acalmar. às 18h a Dra. Fernanda chegou ao hospital e foi me ver. Fez toque também e constatou que eu continuava com 3cm de dilatação. Ela decidiu monitorar minhas contrações e os batimentos cardíacos do bebê. O proocesso durou 10 minutos. Nesses 1 minutos eu tive 5 cotrações com duração de mais de 1 minuto cada uma. Eu tive o que os médicos chamam de taquissistolia (mais contrações por unidade de tempo do que o normal). A Dra. Fernanda me explicou que eu estava com contrações de mulher que já está com 9cm de dilatação, ou seja, com o feto praticamente nascendo, mas a dilatação não acompanhou. Eu perguntei se não poderia ser aplicada a medicação para apurar a dilatação (como eles fazem no SUS). Porém, ela me explicou que isso poderia provocar o descolamento da placenta, faltar oxigenação para o bebê e eles não terem tempo de tirá-lo. Além disso, o bebê estava começando a sofrer por causa das contrações. Nesse momento eu disse: se é para o bem do meu filho, pode cortar. Eles levaram 15 minutos para prepararem a sala para o meu parto. Foram os 15 minutos mais demorados da minha vida. Como eu sabia que teria de fazer cesárea, não queria mais ficar sentindo aquela dor terrível. Já na mmesa de parto eu ainda tive mais duas contrações. Não via a hora de aplicarem logo a anestesia. Alguns minutos depois a anestesia aplicou a injeção e minhas pernas começaram a esquentar. que sensação mais gostosa. Depois de tanta dor, aquilo era um alívio. Nesse momento, em outra sala o André se preparava para assistir ao parto. Ele me contou que quando entrou na sala de parto os mésicos já tinham começado a cortar. Ele é bem sangue frio, nem ameaçou passar mal. Disse que assistiu o parto em pé, ou seja, viu tudo. Quando eles estavam prestes a tirar o bebê disseram: "pai, a máquina está preparada?". Segundos depois, às 18:24, eles levantaram o meu filho e baixaram o lençol que tinha na minha frente.
Quando olhei para aquele serzinho tão pequeno, não consegui segurar a emoção. Eu e o André choramos quase mais que o Fabrizio. Era um choro de alegria, de alívio, de compensação por todo o sofrimento. Toda dificuldade, toda dor, as noites mal dormidas por conta da barriga, tudo ficou insignificante diante daquele momento único e inesquecível.


Minhas últimas fotos grávida





Fotos do parto








O Fabrizio nasceu

Olá meninas, passei para contar a novidade: meu filhote nasceu na sexta-feira, dia 18/11/2011, às 18:24.
Quero fazer um relato completo do parto, mas hoje não vai dar tempo de elaborar o texto...
Algumas fotinhas do meu pimpolho:



Chá de bebê do Fabrizio

Olá meninas,

Em meio à correria eu achei um tempinho para passar aqui e falar sobre o chá de bebê do Fabrizio...
Foi no dia 29/10, no salão de festas do meu apê. Fez sol e um calor de rachar a semana inteira que antecedeu o dia do chá, mas justo no sábado resolveu cair o céu. A chuva afugentou muita gente, mas prefiro valorizar o empenho de quem foi (até eu fiquei com vontade de faltar ao compromisso, rsrsrs).
Como eu tenho mania de fazer tudo nos 45 do segundo tempo, o chá aconteceu 1 dia depois de eu entrar no 9º mês de gestação, isso mesmo: 36 semanas...

A decoração ficou um charme. Vejam as fotinhas...



O arranjo de mesa  era um saco plástico com areia dentro, envolvido em papel de seda marron e celofane frutacor, e uma bexiga presa na vareta. Super simples mas gracioso. Ideia da minha amiga Paty. O papel do centro da mesa é de seda também.

Mesa de guloseimas. No centro, um bolo de fraldas



Uma graça o bolo de fraldas...

Prendemos algumas roupinhas dele num varal

Aqui: arte da Rafa, minha irmã. Achei lindo....

Até que eu ganhei bastante de coisa...

Mais alguma fotinhas:


Eu e a Melissa

Paty, amiga fiel

Olhem o tamanho que já está o davi, meu afilhadinho

Tia Mila

Eu com a sogra e a cunhada

Danny e Nathalia

A Nathalia mimando o primo

Minha mãe, TE AMO!!!!


A Rafa, tb gravidinha do Isaac


A matriarca da família: minha vózinha que eu amo. Bisa do Fabrizio...

Minha prima e comadre Vânia


Coisa linda: vó, tia Dita e tia Daciz

Mulheres de fibra...

Amigas forever...

Na última sexta-feira, dia 11/11/11, colocaram o papel de parede e a faixinha no quartinho do bebê. A noite eu e minha mãe fomos ao apê fazer uma faxina e guardar as coisinhas do Fabrizio no guarda-roupa. Ficou lindo lindo, mas esse é assunto para o próximo post.

Bjus...